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Castanhão breve esperança

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FORTALEZA/CEARÁ – BRASIL – Desde os tempos primeiros quando o Brasil surgiu para o mundo, sabe-se que, pela sua situação geográfica, o Ceará está sujeito, principalmente no sertão central, a secas dolorosas, entremeadas por períodos de boas chuvas. Não é para menos, pois concentra mais de 50% de toda a caatinga do País.

No passado, há registros catastróficos sobre as estiagens prolongadas em 1606,1777 e 1779, com morte de milhares de pessoas e animais, desolação geral, pior ainda pelas dificuldades inerentes às épocas. No século seguinte, com a mesma intensidade as secas prolongadas e periódicas continuaram a castigar impiedosamente o Estado, repetindo-se o drama do sertanejo pelas estradas hostis e poeirentas, sem que os governos fossem capazes de assisti-los.

A quixadense Raquel de Queiroz, jovem ainda, retratou no seu “O Quinze” todo o sofrimento de muitos milhares de retirantes e animais que morreram nas estradas da vida, expulsos de suas terras na procura de um “oásis” jamais alcançado. E foi por causa dos castigos seguidos que o imperador Pedro II se dispôs a mandar construir o Açude do Cedro, em Quixadá. Não viu concluído o seu desejo, pois somente em 1906, já na República, o grande reservatório para época, ao lado da famosa “Galinha Choca”, teve os seus trabalhos finalizados. Provado ficou que o Açude do Cedro não era capaz de amenizar o problema da estiagem no Ceará.

O drama dos retirantes do sertão central, principalmente, continuou. Projetou-se então um açude de maior porte para amenizar o drama continuado do sofrimento da população atingida. Surgiu depois de anos o Açude Orós, uma construção pensada a partir de l919, com seus pouco mais de dois bilhões de metros cúbicos de água, só definitivamente terminado anos depois, em 1961, inaugurado pelo então presidente Juscelino Kubitschek, no dia 11 de janeiro. As secas continuaram e os flagelados surgindo, já não mais morrendo pelas estradas poeirentas, mas vendo suas terras esturricarem, com plantações perdidas e animais mortos pela falta d’água. Não para resolver o problema, pois o ciclo de períodos com escassez de inverno continuou implacável.

Construíam o Açude Padre Cícero, mais conhecido por Castanhão, com seus 6,7 bilhões de metros cúbicos. Espraiado em cima da antiga Jaguaribara e municípios próximos, o grande reservatório nunca encheu completamente, mas chegou a 86,80% da sua capacidade total em 2008, época de um grande inverno em todo o Ceará. Nos seus primeiros anos, alentou a esperança do povo, principalmente do Baixo Jaguaribe. A Nova Jaguaribara, toda planejada, era uma festa só. com visitas continuadas de turistas e interessados em ali investir A psicultura ganhou grande “status”, principalmente pelo criatório de tilápia. A pesca esportiva, também.

O ingresso de importantes firmas

Firmas importantes nos negócios agro-industriais se estabeleceram na região, plantando frutas e verduras, explorando em larga escala os criatórios de peixes e camarão, para exportações. Infelizmente, nos últimos seis, sete anos a seca castigou novamente o Ceará e o Gigante Castelão foi atingido cruelmente, chegando a quase nada da sua capacidade total, não obstante o excelente inverno do ano passado, não tão bom no Sertão Central. O resultado está aí, à vista, representado desastrado impacto na agroindústria e, por que não, no turismo iniciado na região.

O desejo é que, nos próximos anos. o inverno no Estado seja tão bom como o do ano passado, principalmente no Sertão Central. Mas a esperança maior, palpável, é que de fato as águas do Rio São Francisco atinjam o Ceará logo nos primeiros meses de 2020. Isto faria com que o Açude Castanhão com cargas de água contínuas, voltasse a ser o gigante pensado, para o real fortalecimento de todos os municípios do Baixo Jaguaribe. Mais do que isto, que as fortes indústrias que lá existiram e ainda existem voltassem e aumentasse o peso que tiveram na economia do Estado. E que a Nova Jaguaribara ressurja em renovado apogeu, preparada para ser um local de maior valia no incremento do turismo cearense.

História da aviação 

O livro A HISTÓRIA DA AVIAÇÃO NO CEARÁ, dos jornalistas Augusto Oliveira e Ivonildo Lavôr, é uma das publicações convidadas para lançamento na ABAV Expo 2019, que acontecerá de 25 a 27 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Ivonildo Lavôr co-autor da publicação, participará da sessão de autógrafos que acontecerá no dia 26 de setembro, a partir das 14 horas, na Livraria Brain-store (Rua B087), no espaço da feira denominado de Vila do Saber. Nove autores de livros que compõem a oferta da BRAINSTORE da ABAV Expo 2019 estão agendados para a programação. Os títulos abordam temas sobre turismo e empreendedorismo e estarão à venda a preços especiais para visitantes e expositores da feira.

O livro A HISTÓRIA DA AVIAÇÃO NO CEARÁ, em sua 3ª edição lançada este ano, retrata os fatos históricos do passado ligados a aviação e mostra os avanços que o Estado obteve nos últimos anos em relação a infra-estrutura aeroportuária, novos vôos, a operação do hub da Air France/KLM em Fortaleza e outras iniciativas voltadas para o desenvolvimento do turismo cearense.

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Fonte: Jornal ROTA DO SOL – Diretor/Editor:
Jornalista José Carlos de Araújo (Rg.149-1-37-52 DRT-CE)
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Fortaleza – Ceará – BRASIL