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Mercados Públicos e Feiras, retratos de uma região

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FORTALEZA/CEARÁ – BRASIL – O turismo, nas suas mais de cinquenta atividades, tem no segmento negócios ramos importantes e rentáveis e que, diferente de outros valores voltados para o lúdico, para esportes, para cultura, contemplação de natureza, descanso e lazer,   mostram facetas abrangentes, como referência mais objetiva a otimização do que “vendem” . Nesta cadeia de turismo, um setor apresenta-se singular. (Foto acima: Mercado de São Paulo). 

Mercados Públicos e feiras populares nos vários estados brasileiros, na verdade se destacam e são bastante relevantes, pois refletem fielmente a cultura, o modo de viver e as peculiaridades da região em que estão assentados. Museus vivos e alegres são a alma do povo, exibem seus costumes e saberes, sua culinária e o seu modo de viver. No Brasil, em cidades grandes ou pequenas, os mercados públicos e as feiras livres são pontos de concentração que atraem não apenas os da terra como também visitantes de todas as partes do mundo, pobres, arranjados ou ricos, todos felizes pela magia do ambiente.

Quem não quer conhecer mercados grandiosos na suas ofertas


Feira de São Cristóvão (Rio de Janeiro)

Quem em São Paulo não quer conhecer o Mercado, grandioso nas suas ofertas? É desculpável, no Rio de Janeiro, não tirar um tempo para vivenciar o reboliço e a gostosura do contato humano na Feira de São Cristóvão, onde a vida do nordestino é presente no modo de ser, no folclore, na culinária e no artesanato? Tem cabimento visitar Belo Horizonte e não tirar um tempo para se deliciar com o Mercado Público, querido pelos mineiros nos seus noventa anos de atividade? Ou reservar uma manhã de sábado para ir à Feira da Avenida Afonso Pena? Ou em Aracajú não conhecer os Mercados Antônio Franco, Thales Ferraz e Albano Franco, que reúnem o melhor da cultura popular sergipana, com literatura de cordel, repentistas, e grande variedade de artesanato e comidas típicas? E a magia do Mercado Modelo, em Salvador onde a Bahia se mostra pujante?

É mais…

Não é ganhar tempo e alargar conhecimento visitar e vivenciar a cultura pernambucana passando algumas horas na Feira de Caruaru? Também, no emblemático Ver-o-Peso de Belém do Pará, uma riqueza significativa de tudo que tem a Amazônia? Por fim, perde muito o turista que, em Fortaleza não conhece o Mercado Central, no Centro Histórico, imponente nos seus cinco andares de lojas repletas de tudo e mais um pouco do que o Ceará produz, da variada riqueza do artesanato, das consagradas cachaças, da castanha de caju, da produção dos folhetos com estórias dos poetas populares, das redes de dormir e das finas peças confeccionadas por eximias costureiras e rendeiras do nosso território. Também, se não provar da culinária do Mercado São Sebastião, onde a panelada, o carneiro com cuscus, o baião de dois dão água na boca. Diante de tantas gostosuras que os mercados públicos e feiras oferecem é até pecado mortal se o turista não reservar bom tempo para conhecê-los, pois perderão oportunidade de alargar conhecimentos e usufruir do que de mais genuíno os estados e municípios brasileiros oferecem.

Domingueira no Cais do Sertão

– O Centro Cultural Cais do Sertão, no Recife, recebeu, no domingo (18), dentro da programação do projeto Tengo Lengo Tengo, mais uma edição da Domingueira Sertaneja. Por lá, a partir das 15h30, a animação do público foi garantida com os shows gratuitos de Forró Bruno Flor de Lótus e do Trio Deivinho do Acordeon. Forró do bom não faltou! A festa aconteceu no Espaço Umbuzeiro, o Vão Livre do Cais.

O grupo regional Bruno Flor de Lótus fez uma apresentação regada a muita música e poesia. O repertório foi montado inspirado em grandes artistas da nossa terra, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, Maciel Melo e outros, mas não deixa de lado as composições próprias, como as que formam o terceiro CD do trio, “Nós Dois”.

Já Deivinho do Acordeon, a segunda geração de uma família de artistas, é um dos discípulos do Mestre Camarão, com quem teve a oportunidade de aprender técnicas instrumentais e, assim, desenvolver seu estilo musical. Ele, que participou da Missa do Vaqueiro dividindo o palco com seu tio, Paulinho do Acordeon, também já tocou por muitos anos com Santanna, O Cantador, um trabalho que lhe permitiu viajar fazendo música por todo o Brasil.

FONTE: Diretor/Editor do Jornal ROTA DO SOL/CE
Jornalista José Carlos de Araújo-(Rg.149-1-37-52 DRT-CE)
E-mail: j.carlos.araujo@bol.com.br – Fortaleza – Ceará