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Minas TURISMO Gerais por Sérgio Moreira

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BELO HORIZONTE/ MINAS GERAIS – O rompimento da barragem do Côrrego do Feijão de Brumadinho em 25 de janeiro de 2019 deve ser uma das maiores tragédias do mundo, com mais de 200 mortos e resultou em um enorme desastre com rejeitos de mineração.

Em Brumadinho está o Instituto Inhotim o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo, cercado por um majestoso jardim botânico. Caminhar por sua enorme área, que ostenta uma das maiores coleções de espécies vivas entre todos os jardins botânicos do país, é uma experiência única. Mas é pela arte que o Inhotim ganhou notoriedade. Mais de 20 galerias abrigam obras de 85 artistas de 26 diferentes nacionalidades: instalações, esculturas, desenhos, fotos e vídeos que chocam, encantam e estimulam a participação do visitante. No último ano, o vasto acervo ganhou como reforço obras de Lygia Pape, Tunga, Cristina Iglesias e Carlos Garaicoa.

Experiência única

Nada no mundo se compara a Inhotim. É um espaço com jardins amplos e exuberantes que dialogam com as obras de arte e a arquitetura das galerias – que de tempos em tempos são atualizadas. A estrutura é de primeira: restaurantes, lanchonetes, monitores, limpeza e conservação impecáveis.


Narração de um sonho de Janet Cardiff & George Bures

Em Inhotim tem diversos destaques, como no áudio-instalação de Janet Cardiff & George Bures, que corresponde à narração de um sonho; no pavilhão do artista Matthew Barney (que mais parece um óvni espelhado no meio da mata); na galeria Doug Aitken, de onde se ouve o som da terra; na galeria de Cildo Meirelles, uma impactante casa com todos os cômodos e objetos revestidos de vermelho; crianças se divertem nas Cosmococas de Hélio Oiticica – salas com estímulos sensoriais.


Casa vermelha, obra de Cildo Meirelles

Da escultura Elevazione, de Giuseppe Penone, uma imensa “árvore” suspensa, com raízes à mostra; da Magic Square, de Hélio Oiticica, onde nove paredes coloridas contrastam com o verde, em frente ao maior lago do Instituto; das 70 vigas de ferro despejadas de pé em uma piscina de concreto por Chris Burden, no alto de uma colina – oportunidade para captar arte e natureza num mesmo clique; e dos fuscas coloridos, perto da entrada das Cosmococas, um dos cartões-postais do instituto.

Para economizar tempo, compre, além do ingresso, o passe do carrinho que leva às obras mais distantes – ele funciona como um circular, e passa a cada 15 minutos nas paradas indicadas no mapa do museu.

O ano todo. Nas quartas-feiras (exceto feriados), a entrada é grátis. E, nos fins de semana, o instituto fecha mais tarde. De terça a domingo, um ônibus liga a rodoviária de Belo Horizonte ao local. Nos meses de agosto e setembro, o projeto Inhotim em Cena leva artistas ao parque todos os domingos, para apresentações grátis (música, dança ou performance teatral) – a programação é divulgada no site.

Circular no museu é fácil: logo na entrada você recebe um mapa e em cada galeria há um monitor. Há quatro tipos de visitas guiadas: 1. Artística: sábados e domingos, às 14h30, com uma hora de duração;2. Ambiental: sábados e domingos, às 10h30 e 14h30, com 1h30 de duração;3. Panorâmica: de terça a domingo, às 11h e 14h, com 1h30 de duração;4. Viveiro-educador: de terça a domingo, às 9h30 e às 16h, sem duração determinada. Ingresso: R$ 25 (às terças e quintas) ou R$ 40 (de sexta a domingo).

A entrada é gratuita às quartas-feiras.
Endereço: Rua B, 20, Inhotim -Brumadinho

As obras encantam o público com a criatividade e interação

Telefone: (31) 3571-9700 informações http://www.inhotim.org.br

Coluna Minas TURISMO Gerais
Jornalista Sérgio Moreira
sergio51moreira@bol.com.br