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Mala de bordo será proibida, afirma Organização de Aviação Internacional

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BELO HORIZONTE/MINAS GERAIS – BRASIL – Começará a ser proibida, segundo instruções emitidas pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), a mala de bordo colocada no bagageiro acima do assento, na cabine. A entidade divulgou novas regras para voar em tempos de coronavírus e os países devem aplicar imediatamente.- (Legenda da foto acima: Passageiros não poderão levar malas ao bagageiro).

A ação visa que os passageiros não tenham a oportunidade de ter contato físico. Dessa forma, passageiros só poderão voar com mochila ou bolsa que caiba embaixo do banco da frente. De acordo com a OACI, o motivo dessa medida é que, ao entrar e sair do avião, a colocação e a remoção de malas de mão causam inúmeras razões para o contato entre os passageiros.

Outro ponto é que a decisão terá um efeito econômico significativo nas empresas de baixo custo, que também cobraram pelo transporte da bagagem de mão no porão. Também foram emitidas instruções para o uso dos banheiros a bordo, com um reservado exclusivamente para a tripulação do avião, que são os que estão mais em risco.

Teatro mais antigo nas Américas é de Minas e completa 250 anos

Aplausos de pé para uma joia da arquitetura colonial mineira, tesouro artístico nacional e monumento da primeira cidade brasileira a receber, há quatro décadas, o título de patrimônio da humanidade. A Casa da Ópera – Teatro Muncipal de Ouro Preto  no Centro Histórico da antiga Vila Rica, completou dia 6 de junho, 250 anos de beleza e encantamento.

Mais antigo teatro em atividade nas Américas, inaugurado em 6 de junho de 1770, o espaço administrado pela prefeitura local poderá receber os parabéns pela rede virtual pela pandemia, toda a programação neste 2020 em que Ouro Preto celebra os 40 anos do título concedido pela Unesco e reverencia a memória de Felipe dos Santos (1680-1720) no tricentenário da Sedição de Vila Rica.

Em 2012, a pesquisadora publicou É lá que se representa a comédia: A Casa da Ópera de Vila Rica (1770-1822). Rosana é também autora de Estudos sobre a cenografia e o teatro em Portugal. Natural de Vitória (ES) e “mineira de coração”, ela mora na cidade do Porto, em Portugal, e é pesquisadora na Universidade Nova de Lisboa.

Entrar no teatro, mesmo vazio, sentar-se na cadeira de palhinha e observar os detalhes da construção se tornam um prazer para quem gosta de celebrar a arte, valorizar a arquitetura e defender o patrimônio. Erguido no Largo do Carmo, em área tombada desde 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Casa de Ópera tem formato de lira, sendo um dos poucos teatros no mundo que recriam o instrumento. Com acústica perfeita, fica entre as grandes paixões de cantores líricos e pesquisadores da obra, tanto pela beleza como pela longevidade.

Nos seus estudos, Rosana Brescia mostrou que, no Brasil, o Teatro de Bonecos do Rio de Janeiro (1719) e o Teatro da Câmara de Salvador (1733) foram pioneiros, mas saíram de cena. Logo depois, veio a primeira Casa da Ópera de Vila Rica, demolida em 1752. A inauguração do teatro de Ouro Preto, em 1770, se deu em homenagem ao aniversário do então rei de Portugal, dom José I (1714-1777).

Construído pelo coronel João de Souza Lisboa, com provável projeto arquitetônico de Mateus Garcia, seguindo as linhas do barroco italiano desaparecidas na mudança da fachada em 1861, a casa guarda uma série de curiosidades de bastidores. Na época, apenas os homens podiam subir ao palco e faziam também os papéis femininos, travestidos, mas a Casa da Ópera quebrou essa tradição. Há registros de mulheres em cena, embora a rainha dona Maria I (1734-1816) proibisse tal prática.

Conforme pesquisa divulgada pela prefeitura local, a Casa da Ópera foi espaço de espetáculos para a elite local e palco para atos políticos, como o de Rui Barbosa (1849-1923) na Campanha Civilista, no início de 1900. Em cena, no século 18, pela primeira vez no Brasil atrizes negras se apresentaram. Ao longo do tempo, a edificação sofreu várias alterações, com decoração remodelada em 1851. Em 1983, numa reforma, foram descobertas pinturas antigas de autoria desconhecida, supostamente feitas entre 1854 e 1862, representando a comédia e o drama. Em 2006, com apoio do Iphan e do extinto Programa Monumenta, do governo federal, o edifício foi restaurado e passou a contar com um anexo para o público e as produções artísticas.


Ouro Preto é Patrimônio Cultural da Humanidade

Já em 2014, sob descaso, com problemas estruturais e de segurança, a Casa da Ópera foi obrigada a fechar novamente as portas. Só foi reaberta em janeiro de 2017, assumida pela atual gestão municipal. O Estado de Minas documentou várias vezes a situação e cobrou providências das autoridades, pois havia vigas de madeira podres que colocavam em risco a vida das pessoas.

Coluna MINAS TURISMO GERAIS
Jornalista Sérgio Moreira informações para
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