Home Sudeste Minas Gerais Minas TURISMO Gerais – Escreve jorn. Sérgio Moreira

Minas TURISMO Gerais – Escreve jorn. Sérgio Moreira

16 min read
0
305

 

BELO HORIZONTE/MINAS GERAIS -Localizado no terreno onde estão construídos o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB) e o Hospital Regional de Barbacena – Dr. José Américo (HRB-JA), o espaço conta a história do antigo Hospital Colônia por meio da exibição de objetos, equipamentos, acervo de fotografias e vídeos, além de documentação coletada em todo o Estado de Minas Gerais, e faz um paralelo com a abordagem do tratamento psiquiátrico que vem sendo desenvolvida junto aos pacientes.

Inaugurado em 16 de agosto de 1996, por meio de um convênio entre a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e a Fundação Municipal de Cultura de Barbacena (Fundac), o Museu da Loucura completa 25 anos.

O Museu da Loucura é ponto de carimbo do Passaporte Estrada Real, e recebeu do site de viagens TripAdvisor o Certificado de Excelência, nos anos de 2017, 2018 e 2019, em razão das ótimas avaliações que obteve. Em 2020, ganhou a certificação Traveller’s Choice (Escolha do Viajante) pelo mesmo site. O museu recebe quase 20 mil visitantes por ano. Por causa da pandemia, o local ficou fechado por um período, e foi reaberto em 18 de julho de 2021, seguindo todos os protocolos de segurança. Desde então, cerca de 500 pessoas já estiveram no museu.

Quando inaugurado, o museu foi considerado um avanço no processo de humanização do CHPB e hoje é referência histórica sobre o primeiro hospital psiquiátrico de Minas Gerais. “O museu abre espaço para discussões e reflexões acerca das atuais diretrizes no campo da saúde mental, buscando a interatividade com o visitante. Dessa forma, atua como um elo entre a instituição e a sociedade, proporcionando uma quebra de estigma contra o portador de sofrimento mental, despertando a conscientização de que a participação de cada um é fundamental para a transformação social”, afirma a coordenadora do museu, Lucimar Pereira.

Em 2014, foi executado no museu um projeto de revitalização que incluiu a reestruturação e adequação do prédio, e a incorporação de inovações tecnológicas – como monitores de vídeo e áudio. “A obra permitiu a ampliação e evolução do circuito expositivo, com a inserção de informações sobre a reforma psiquiátrica, a luta antimanicomial e os serviços da rede de saúde mental”, relembra Lucimar.

A ideia da criação de um museu relacionado com a assistência psiquiátrica surgiu inicialmente em 1979, durante o III Congresso Mineiro de Psiquiatria, quando foi exibida uma exposição de fotos do então Hospital Colônia de Barbacena. Em 1987, o projeto ganhou força, quando uma nova mostra foi montada no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Neste momento, foi definido que o futuro museu, além de ser um centro de documentação e pesquisa, resgataria a história da psiquiatria pública em Minas Gerais.


O uniforme dos internos, que ficou conhecido como “azulão”

Em 1996, com o lançamento do projeto Memória-Viva, pela Fundac, que tinha o objetivo de divulgar a história da Barbacena, foi possível concretizar a instalação do museu, por meio de uma parceria com a instituição. O prédio escolhido para acolher o museu, pela sua beleza e suntuosidade arquitetônica, foi o Torreão, pertencente ao CHPB, o que possibilitou também que a história fosse contada nos locais originais em que aconteceram. A construção, que data de 1922, foi restaurada e totalmente adequada para abrigar o novo museu.

Aparelhos de eletrochoque

Durante a visita ao Museu da Loucura, é possível acompanhar a evolução na trajetória da psiquiatria como especialidade médica a partir do século XIX, com destaque para a criação, em 1852, do Hospício Dom Pedro II, primeiro hospital psiquiátrico do Brasil. Em seguida, a exposição traz a inauguração do Hospital Colônia de Barbacena, em 1903, apontando, a partir deste momento, os caminhos e descaminhos percorridos na área da psiquiatria ao longo da história.

Segundo Lucimar Pereira, o museu mostra como, em meio à demanda crescente de pacientes, às limitações das diretrizes assistenciais e aos preconceitos, o Hospital Colônia se transformou em um local de isolamento, exclusão e abandono, resultando em internações compulsórias e em um modelo asilar prolongado. Ela explica que, a partir da inserção da filosofia da Reforma Psiquiátrica, o Hospital Colônia iniciou a desconstrução deste modelo assistencial segregador, aplicando uma nova abordagem de atenção pautada por princípios humanitários.

“O percurso expositivo do museu consegue mostrar esta evolução, ocorrida com as mudanças promovidas pelo movimento da luta antimanicomial no país, e que resultaram na expansão da rede extra-hospitalar em Barbacena, na implantação dos serviços substitutivos, que objetivam a reabilitação psicossocial dos egressos de hospitais psiquiátricos, além da criação de outros mecanismos para fortalecer a rede de saúde mental”, contextualiza a coordenadora do museu.

Contatos pelo Telefone: (32) 3339-1611 .
Barbacena está localizada a 180 Km de Belo Horizonte pela rodovia BR 040.

 Aeroporto Internacional de Belo Horizonte completa sete anos de concessão

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, completou  dia 12 de agosto, sete anos sob a concessão da BH Airport, um período marcado pela transformação da infraestrutura e pelo fortalecimento do papel do terminal como indutor do crescimento e desenvolvimento socioeconômico do Estado. Ao longo desses sete anos, foram registrados cerca de 700 mil pousos e decolagens e mais de 72 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto. O total de investimentos foi superior a R$ 1 bilhão na ampliação e modernização das instalações.

“Só temos motivos para celebrar a chegada dos sete anos, um período de muito trabalho e dedicação da BH Airport, que sempre contou com o apoio dos seus acionistas, o que fez toda a diferença. Os desafios foram – e continuam sendo – intensos, mas os bons resultados demonstram que os esforços nos proporcionam voos ainda maiores: inauguramos o primeiro Aeroporto Industrial do país, promovemos melhorias estruturais em nosso terminal e conquistamos certificações importantes, como a Certificação de Saúde, além do título de aeroporto mais pontual do mundo”, ressalta Kleber Meira, CEO da BH Airport.

Todos os investimentos realizados contribuíram para que o aeroporto se tornasse referência nacional e internacional na qualidade da prestação de serviços aos passageiros, visitantes e comunidade aeroportuária. Nesse período, foram realizadas obras no Terminal 2, que se integrou ao terminal principal e ampliou a capacidade do aeroporto para 32 milhões de passageiros por ano.


Entrada da parte do aeroporto industrial

A nova infraestrutura possibilitou a atração de novos voos, tanto domésticos como internacionais, e elevou a qualidade de atendimento aos passageiros. Para se ter uma ideia, antes da pandemia, cerca de 30 mil pessoas circulavam diariamente pelo aeroporto e em torno de 300 voos eram operados por dia entre pousos e decolagens. Eram oferecidos voos para 45 destinos, sendo cinco internacionais (Orlando, Fort Lauderdale, Buenos Aires, Panamá e Portugal). Com o avanço do plano nacional de vacinação, o setor aéreo já registra incremento na movimentação e o número de passageiros esperado para agosto, 660 mil pessoas, representa cerca de 70% de retomada em relação ao tráfego do mesmo período antes da pandemia.

Hub logístico internacional

Ao longo desses sete anos, o Aeroporto Internacional de BH também atuou para se consolidar como um hub logístico reconhecido em âmbito nacional e internacional. Nesse sentido, lançou novos produtos no mercado que contribuem para oferecer aos clientes soluções multimodais. A partir daí, implantou a primeira rota marítima que liga diretamente o aeroporto ao Terminal Bandeirantes, no Porto de Santos (SP), o que oferece aos importadores e demais públicos estratégicos da área a possibilidade de remoção da carga importada, por meio do modal marítimo, para a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Pensando também em redução de custos, outro lançamento foi do projeto “Rotas Rodoviárias”, que conecta as zonas primárias, como portos e aeroportos, do sudeste brasileiro, com indústrias, comércios e importadores mineiros. A partir dessa iniciativa, foi possível oferecer uma redução de até 60% no custo do transporte de cargas, o que elevou a competitividade das empresas mineiras com a melhoria contínua da cadeia logística.

Para completar, um desejo antigo se tornou realidade e o aeroporto passou a contar com uma rota cargueira semanal. Em parceria com a Bringer Air Cargo, a operação liga o Reino Unido, Itália, Holanda, China, Taiwan e México a Minas Gerais, com conexão fixa em Miami, nos Estados Unidos

Coluna Minas Turismo Gerais
jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63 
informações para [email protected]