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Paulista é o vencedor de convocatória do Festival de Arte Urbana (CURA)

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BELO HORIZONTE/MINAS GERAIS/BRASIL – Diego Mouro chega de São Bernardo do Campo (SP) pra completar o time de Belo Horizonte- Minas Gerais/BR e artistas que compõem o CURA 2020. Ele foi o grande vencedor da convocatória promovida pelo principal festival de arte urbana do país, que acontece entre 22 de setembro e 04 de outubro em Belo Horizonte. Diego pintará uma empena no hiper-centro da cidade junto a Lídia Viber (BH), Robinho Santana (SP) e Daiara Tukano (SP).

Não foi uma tarefa fácil. O artista foi escolhido entre quase 400 propostas vindas de todas as regiões do Brasil, de pessoas de diversas origens, etnias, poesias, lugares de fala, abstrações. “A nossa vontade era acolher cada idéia, pensar junto, trocar, ajudar os mais novos a crescerem, aprender com os mais velhos, fazer cada vez um CURA mais diverso” diz Janaína Macruz, uma das idealizadoras e curadoras. “Fomos arrebatadas pelo esboço do Diego. Ele traduziu em imagem o que esperávamos para esta edição do festival, uma homenagem ao afeto apesar da dor” completa.

Sobre Diego Mouro

Diego é artista autodidata e muralista constrói sua trajetória artística a partir dos saberes e práticas ancestrais, transformando o processo de produção artístico em parte de um ritual e busca pelo resgate do passado numa ponte para a construção de novas narrativas de futuro e ressignificação do presente. Trabalhos que perpassam as questões raciais de dor e promovem o encontro de elementos e símbolos tradicionais da cultura negra e sua relação com o Brasil, buscando assim entender como nosso regionalismo foi construído em cima de hábitos africanos e de que forma foram transformados em costumes e crenças que só existem aqui como o congado e o candomblé.

A técnica

Com técnicas e influências que vão da arte tradicional à arte de rua, passando pela pintura contemporânea, reflete sobre o completo estado de impermanência do ser e das coisas enquanto mistura realismo e traços inacabados. Seus trabalhos respeitam a tradição do muralismo e constroem uma narrativa não verbal, compartilhando conhecimento e sendo parte de processos formativos na construção de uma nova narrativa histórica da arte e das culturas tradicionais.

As outras três empenas serão pintadas por: Lídia Viber

Artista autodidata, Lídia nasceu e cresceu em BH, na periferia do Alto Vera Cruz e Taquaril, e hoje reside no Rio de Janeiro. É referência em representatividade feminina no graffiti e muralismo contemporâneo, onde conquistou espaço por meio de sua expressão e atuação empoderadas de ocupação do espaço público e do seu trabalho construído em diferentes superfícies e diversas técnicas.

Lídia chega ao CURA trazendo suas personagens jovens, misteriosas, sensíveis e vulneráveis que fazem parte de um universo lúdico e convidativo e que são atravessados por inquietações expressas pela fantasia. Suas obras apresentam narrativas que transitam entre a dureza e a delicadeza.

Informações: https://drive.google.com/drive/folders/1dZxVLG9pAKnovYZH7_FDKx8K-_5hDrfk?usp=sharing

Robinho Santana

Artista visual, pesquisador e músico experimental, Robinho nasceu e cresceu em Diadema, São Paulo. Em seu trabalho, busca a representação plural e digna da mulher e do homem negros periféricos, tornando-os protagonistas em sua arte. O artista se reconhece em sua obra e nela expressa sua relação com a vida e a cultura do seu povo. Robinho chega a esta edição com o seu trabalho que é tão íntimo e, ao mesmo tempo, tão coletivo. Com seu olhar sensível, ele oferece um vislumbre necessário e emocionante sobre o povo preto.

Mais informações:

https://drive.google.com/drive/folders/1sStQa2uFwyCE36MrbGoLVIpq0a7kVpTM?usp=sharing

Daiara Tukano

Daiara Hori, nome tradicional Duhigô, pertence ao clã Uremiri Hãusiro Parameri do povo Yepá Mahsã, mais conhecido como Tukano. É artista, ativista dos direitos indígenas e comunicadora. Nasceu em São Paulo e tem como fundamentação do seu trabalho artístico uma pesquisa sobre história, cultura e espiritualidade do seu povo. Sua atuação na arte se entrecruza com a comunicação através da articulação de suas práticas em prol dos direitos indígenas. Neste sentido atuou como coordenadora da Rádio Yandê, a primeira web rádio indígena do Brasil.

Daiara chega ao festival trazendo toda a força da sua obra criada a partir da sabedoria e ancestralidade do seu povo. Será ela a 1a mulher indígena brasileira a pintar uma empena. É uma honra para nós tê-la com a gente nesta edição.

Mais informações: https://drive.google.com/drive/folders/1mCx0QxGPlNo2rOrMWweZm08oGg0TsKR?usp=sharing

2020 tem CURA!

O CURA, volta a ser realizado em setembro deste ano, entregando quatro novas pinturas em prédios no hiper-centro de Belo Horizonte, todas visíveis da rua Sapucaí, bairro Floresta. Serão entregues, também, duas grandes instalações de arte pública no centro da cidade.

Devido à pandemia, nesta quinta edição não haverá festas ou aglomerações. Toda a programação aberta ao público será virtual, como debates, oficinas e aulões, de forma gratuita e acessível. Uma programação diversa, que discute a atualidade e traz nomes em destaque no cenário nacional.

Neste ano, o festival convida duas artistas para compor a comissão curadora: Arissana Pataxó, de Coroa Vermelha – Cabrália, e Domitila de Paula, de BH. Elas, juntamente com as criadoras do festival – Janaína Macruz, Juliana Flores e Priscila Amoni, fizeram a curadoria de quatro artistas que pintarão as empenas e das duas intervenções urbanas pela cidade, além de toda a programação on-line.

“O festival defende a resistência em tempos de aculturação e decide por uma curadoria que se aprofunda em um Brasil que é não somente urbano. É urgente ouvir as vozes que apontam caminhos outros. Estamos pela vida!”, destacam as idealizadoras Priscila, Janaína e Juliana.

O Circuito Urbano de Artes completa sua quinta edição e, com esta, serão 18 obras de arte em fachadas e empenas, sendo 14 na região do hipercentro da capital mineira e quatro na região da Lagoinha, formando, assim, a maior coleção de arte mural em grande escala já feita por um único festival brasileiro. O CURA também presenteou BH com o primeiro e, até então, único Mirante de Arte Urbana do mundo. Todas as pinturas realizadas no hiper-centro podem ser contempladas da Rua Sapucaí.

www.facebook.com/curafestival – www.instagram.com/cura.art https://cura.art

PATROCÍNIO MASTER – Cemig (Lei Federal) | Beck’s (Lei Estadual) | UBER (Lei Federal)

Patrocínio – Instituto Unimed (Lei Municipal)

Lei Municipal “Projeto CURA – Circuito Urbano de Arte – Programação Mirante (IF nº 0359/2017), aprovado no Edital 2017/2018 oriundo da Política de Fomento à Cultura Municipal (Lei nº 11.010/2016)

Apoio: Patrus (Lei Federal) / Casa & Tinta / Suvinil /Apoio Cultural P7 Criativo Realização Pública Agência de Arte