Home Sudeste Minas Gerais Romeiros voltam a ser acolhidos, com restrições, na Serra da Piedade

Romeiros voltam a ser acolhidos, com restrições, na Serra da Piedade

62 min read
0
254

BELO HORIZONTE/ MINAS GERAIS -Com os dias ensolarados e a chuva da primavera dando uma trégua, os romeiros estão de volta, embora ainda em número reduzido, à Serra da Piedade, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Neste segundo semestre, devido à pandemia do novo coronavírus, o Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade, que guarda a imagem da padroeira de Minas, Nossa Senhora da Piedade, passou por vários estágios. Foi reaberto em setembro, após seis meses de portão trancado; fechado novamente para obras no acesso ao topo da montanha, até reabrir dentro dos protocolos sanitários recomendados pelas prefeituras de Caeté e Sabará e a Arquidiocese de Belo Horizonte, ao qual o santuário está vinculado.

Em épocas normais, o monumento espiritual, histórico, paisagístico e ambiental recebe 500 mil pessoas por ano. Em Minas Gerais, é um dos pontos de destaque do turismo religioso. Novidade para o Natal é que os padres do santuário, que tem como reitor o padre Wagner Calegário, gravaram a novena em nove vídeos.

Em 2020, quando se comemoram os 300 anos de Minas, que tem na Serra da Piedade uma parte importante da sua história, pois são mais de 250 anos de romarias, e os 60 anos da proclamação de Nossa Senhora da Piedade como padroeira do estado, a programação festiva foi barrada pela pandemia. Contudo, em grupos de 15 pessoas de cada vez, é possível visitar o monumento natural que abriga duas basílicas – a ermida do século 18 é a menor do mundo – e se tornou conhecida como “magnífica arquitetura divina”.

A Basílica na serra da Piedade é a menor do mundo

Em visita à Serra da Piedade com grupo de 15 mães residentes na capital, a cozinheira Renata Alves Soares Filomeno, moradora do Bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, diz que, independentemente do número de pessoas, o topo da montanha sempre inspira a fé. Natural de Caeté, ela conta que o pai dela foi voluntário durante décadas no santuário. “Cresci aqui e gosto muito. Sinto-me em casa, é um lugar especial na minha vida”, afirma Renata, que faz parte do grupo Mães que oram pelos filhos na Paróquia Santa Clara de Assis, em BH.

Visitação agendada

Para visitar o santuário da Serra da Piedade, é preciso fazer agendamento pelo telefone (31) 3319-6111 ou por meio do site https://santuarionossasenhoradapiedade.arquidiocesebh.org.br/. É necessario usar máscara e ter a temperatura aferida logo na portaria – as pessoas com sintoma de febre não poderão ingressar no local. Dentro dos protocolos determinados pelo Ministério da Saúde, haverá álcool em gel disponível. A visita não é recomendada a pessoas do grupo de risco. Conforme normas da Arquidiocese de BH, o visitante precisa acompanhar o guia durante todo o passeio e seguir suas recomendações.

Restrições

Há uma série de restrições ao consumo de bebidas alcoólicas, preparação de churrasco ou uso de fogareiro, presença de animal doméstico dentro da reserva, assim como a escalar ou subir nas pedras, caçar ou aprisionar animais, causar danos à vegetação, retirar mudas, sair das trilhas ou abrir novos caminhos. O santuário obedece a normas também do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e das prefeituras de Caeté e Sabará. É proibido ainda escutar música em alto volume, acampar e pernoitar em carros, andar de bicicleta nas trilhas (por causa da fragilidade do solo), praticar esportes radicais e levar refeições para lanche ou piquenique. Neste período de reabertura gradual, o santuário mantém à venda comida no restaurante. A loja de artesanato ficará fechada, a exemplo da lanchonete.

Recomendações

No Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade há variação de temperatura devido à altitude (1.746 metros). Portanto, o visitante deve levar agasalho e usar sapatos confortáveis para aproveitar o passeio. A taxa de visitação é R$ 10 por pessoa (isenção para crianças menores de 7 anos), com o pagamento no restaurante do santuário (Espaço Dom João Resende Costa).

São João Del Rei entre suas atrações estão as badaladas dos sinos

Com celebrações populares, igrejas e construções históricas, São João del Rei na região de Campo das Vertentes, é a maior cidade setecentista de Minas Gerais. A arquitetura colonial e barroca é um dos principais atrativos do município, onde residem hoje cerca de 90 mil habitantes.

A ocupação do local começou no fim do século XVII, com bandeirantes paulistas que passavam pela região, às margens do Rio das Mortes, com intenção de alcançar outros territórios do interior da Colônia. A descoberta de ouro nas imediações atraiu mineradores e aventureiros, que passaram a viver no Arraial de Rio das Mortes, como era chamado até então.

Em 1713, o arraial foi oficializado como vila, com o nome de São João del Rey, em homenagem ao rei dom João V, de Portugal. No Morro da Forca, onde eram executados os condenados por crimes, os paulistas ergueram a primeira igreja da localidade, a Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar, finalizada em 1721. No interior da construção, há altares entalhados, grades de jacarandá e objetos de prata.

Merecem destaque também as igrejas do Rosário, de São Gonçalo, Nossa Senhora do Carmo e São Francisco de Assis – esta última projetada pelo mestre do barroco, Aleijadinho, guarda também o túmulo do ex-presidente da República, Tancredo Neves, nascido na região.

Tombamento federal

O acervo arquitetônico e paisagístico de São João del-Rei é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). Quem visita a cidade pode conhecer igrejas, capelas, pontes, chafariz, casas e imóveis históricos, como o Museu Regional. Nele estão expostas peças que faziam parte do cotidiano dos moradores do município entre os séculos XVIII e XIX. É possível ver móveis, utensílios, pinturas, imagens religiosas, além de instrumentos de trabalho, como balanças de pesar ouro, rocas, teares e arados.

Passeios

A cidade também é conhecida por oferecer um passeio de maria fumaça até o município vizinho, Tiradentes. No Museu Ferroviário, os visitantes podem observar balanças, relógios, telefones e ferramentas, além da primeira locomotiva utilizada na Estrada de Ferro Oeste de Minas, em 1881.

No centro histórico de São João del-Rei, outra atração é a Rua Santo Antônio, chamada pelos habitantes de “Rua das Casas Tortas”, por ser um dos primeiros núcleos de povoamento da cidade. Estreita e cheia de curvas, a via abriga a Capela de Santo Antônio e a sede de duas orquestras bicentenárias: a Lira Sanjoanense (1776) e a Ribeiro Bastos (1790).

Oratórios

O município tem ainda cinco oratórios de pedra e madeira espalhados pelo Centro, chamados de Passinhos da Paixão de Cristo. Na Quaresma e na Semana Santa, os espaços recebem fiéis em procissão, que rezam enquanto percorrem o trajeto da Via Sacra.

Além das atrações históricas, São João del-Rei se destaca pelas cachoeiras, como as do Urubu, da Pedreira e dos Três Poços. A Serra do Lenheiro, formação rochosa de quartzito onde é possível ver pinturas rupestres, é uma opção para quem procura passeios em contato com a natureza.

Toque dos sinos

Conhecida nacionalmente pelo toque dos sinos das igrejas, a cidade é referência para outros municípios mineiros que também mantêm esse costume. Por meio das badaladas é possível saber informações sobre missas, procissões e outras solenidades. O rito também é empregado em celebrações como Natal, Semana Santa, casamentos, batizados, festas de santos. Nas ocasiões fúnebres, há como saber, pelo som, até mesmo se a pessoa que morreu era homem ou mulher.

O hábito vem do período colonial, quando o toque dos sinos era utilizado para informar os moradores sobre acontecimentos no município, sobretudo os religiosos. A prática, comum em São João del-Rei e em outras oito cidades mineiras, é considerada patrimônio imaterial pelo Iphan desde 2009.

FESTURIS  foi a primeira feira de turismo presencial no país


Os diretores da Rossi e Zorzanello, Marta Rossi e Eduardo Zorzanello no Festuris 2020

A 32ª edição do FESTURIS Gramado encerrou na noite de sexta-feira (7) marcando a retomada das feiras de turismo presenciais na América Latina.

Foram dois dias de reencontros e muita produtividade nos negócios. Ao todo foram 6.000 reuniões agendadas pelos mais de 5.000 mil inscritos através do aplicativo do evento. A segurança sanitária também foi validada com protocolos rígidos e a certificação ‘Covid Free’ do IBES International.

Com a sua realização mesmo durante uma pandemia, o FESTURIS mostrou que com responsabilidade é possível retomar as atividades do setor de eventos e do turismo. Apesar da redução do número de participantes e expositores – natural diante do fechamento de fronteiras e a retomada lenta de muitos segmentos – o feedback dado por quem passou pela feira foi de otimismo e negócios gerados após meses de muita dificuldade.

Resultados

Conforme resultados apresentados na coletiva de imprensa, além do número de inscritos e reuniões agendadas o FESTURIS teve 130 estandes e mais de 1.500 marcas em exposição, distribuídas pelos 25 mil m² de área dos pavilhões. Mas os números gerais da feira não são mais importantes do que a postura das marcas e destinos que apostaram no evento acreditando que o FESTURIS seria o palco da recuperação.

“Esse desafio de todos nós se tornou uma realidade. Recomeçar é a palavra de ordem e colocamos muito disso à parceria de expositores, participantes e da imprensa que fizeram do FESTURIS o palco para esse momento histórico. Nós derrubamos muros, criamos oportunidades e mesmo diante da pandemia apresentamos um evento de qualidade”, destacou o CEO do FESTURIS, Eduardo Zorzanello.

Fundadora e também CEO do evento, Marta Rossi destacou a importância do evento para toda a cadeia produtiva.“Tivemos quase 500 profissionais de diversos segmentos e ramos de atuação trabalhando no staff da feira. A maioria deles sem eventos desde o início da pandemia. Era hora de retomar. Muitos não acreditavam que chegaríamos até aqui, mas agora somos referência para os próximos eventos”, acrescentou.

Legado

Como legado desta edição histórica que marcou a primeira feira de turismo das Américas desde o início da pandemia, os CEOs do FESTURIS destacaram a transformação digital com ferramentas para aumentar a produtividade e a entrega de ativos aos expositores e agentes de viagens que passou a acontecer pré e pós-evento. Além, é claro, da experiência na realização de eventos seguros. A próxima edição do FESTURIS Gramado acontecerá em novembro de 2021, em data ainda a ser confirmada.

Coluna Minas Turismo Gerais
Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63
informações [email protected]

 

 

 

Verificar também

Hopi Hari estreia espetáculo Alice de volta ao País Mais Divertido do Mundo

SÃO PAULO/ SP – A Alice, personagem clássica de Lewis Carroll, é a mais nova convida…